Mais de 700 menores e adolescentes foram flagrados pelos fiscais do MTE
MONTEZUMA CRUZ
Sem exigir escolaridade da criança e do adolescente, o trabalho prestado por menores de 18 anos deixou as carvoarias, onde chocou o País a partir de 1994, para instalar-se em oficinas mecânicas diversas, lanchonetes, lava-jatos, serralherias e borracharias na zona urbana das cidades sul-mato-grossenses.
Usam solda, esmeril, instrumentos ou ferramentas perfurocontantes e sem proteção adequada capaz de controlar o risco. Expõem-se nas ruas, vendendo lanches e sorvetes em
Nas oficinas, eles sujeitam-se constantemente aos ambientes insalubres. Para debelar esses focos nos 79 municípios do estado o Ministério do Emprego e Trabalho (MTE) dispõe de apenas nove fiscais. Segundo o relatório do período de 1º de janeiro a 13 de março deste ano, em apenas dois meses 45 menores trabalhavam em 89 locais de Campo Grande; em 23 locais de Dourados, 11; cinco em 15 pontos de Nova Andradina; sete em 12 estabelecimentos de Três Lagoas. Em 7.029 fiscalizações nos 27 estados, o MTE flagrou 10.362 crianças e adolescentes trabalhando.
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